Dr. Davi Cazarim

Pé diabético: quando a amputação é indicada?

Pé diabético: quando a amputação é indicada?



Pé diabético, como o próprio nome sugere, é uma séria complicação da diabetes. Essa condição ocorre quando uma área infeccionada ou machucada nos pés acaba desenvolvendo uma ferida (úlcera).

As causas desse problema podem estar associadas à deficiência na circulação sanguínea ou níveis de glicemia descontrolados. A falta de cuidado com os pés também aumenta as chances de complicações, daí a importância de cortar as unhas adequadamente, bem como, manter os pés aquecidos e protegidos.

O pé diabético pode trazer consequências graves para o paciente. Por isso, qualquer ferimento nessa parte do corpo deve ser tratado imediatamente para evitar maiores problemas, a exemplo da amputação do membro.

Nem todo pé diabético precisa ser amputado, porém, esse é um risco real. Leia o artigo completo e descubra quando a amputação é recomendada.

Por que pessoas diabéticas podem precisar da amputação?

Os diabéticos fazem parte de um grupo mais vulnerável à amputação de dedos, pés ou pernas. Vale destacar que a diabetes é uma enfermidade metabólica crônica, caracterizada por uma gama de complicações variadas, o que inclui o pé diabético, cujos danos podem ser devastadores.

Quando a diabetes chega ao ponto de afetar a sensação de dor e o tato (neuropatia diabética), o risco de sofrer machucados e desenvolver feridas se torna maior. Se os ferimentos se agravam, a evolução do quadro pode demandar a amputação.

Quando a amputação é indicada?

O pé diabético é a principal causa mundial de amputação dos membros inferiores. Só para ter ideia, o risco é de 15 a 40 vezes maior entre pessoas com pé diabético. Fortes indicativos de que a amputação pode ser necessária são as deformidades, alterações na sensibilidade, limitação da mobilidade, mudanças na marcha e infecções severas. Na existência desses sinais, é importante fazer uma investigação aprofundada e o tratamento adequado de eventuais ferimentos. Porém, em determinados casos, a amputação é necessária para preservar outras estruturas e funcionalidades, evitando o agravamento do quadro.

Como determinar se o membro deve ser amputado?

Não é simples. Embora 85% das amputações sejam precedidas por úlceras, a presença do ferimento de difícil cicatrização não é suficiente para determinar se o membro precisa ser amputado ou não. As úlceras nunca devem ser avaliadas isoladamente. O paciente deve ser visto como um todo. O tratamento tem que ser multidisciplinar e a amputação deve ser feita em último caso, se o uso de antimicrobianos e cicatrizantes , além de outras estratégias mais conservadoras, não apresentar a resposta correta.

No mais, se a amputação for imprescindível, é  fundamental contar com uma equipe cirúrgica especializada, aparelhagem correta e tecnologia de ponta para aumentar a segurança do paciente diabético, evitar maiores danos funcionais e promover a sua reabilitação global pós-cirurgia.

Quer saber mais sobre pé diabético? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro



Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
5 fatores de risco para a trombose

5 fatores de risco para a trombose



A trombose é uma condição perigosa e relativamente comum. De acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia, em cada quatro pessoas no mundo, uma morre por eventos trombóticos. A trombose é uma condição provocada pela formação de um coágulo capaz de prejudicar o fluxo sanguíneo ou, até mesmo, se desprender e se mover, resultando em embolia em órgãos como cérebro, pulmão e coração.

Existe a tombose venosa, que é o tipo mais frequente e há também a trombose arterial, mais rara. A trombose venosa acomete cerca de 180 mil brasileiros todos os anos e sua principal complicação é a embolia pulmonar. Cumpre acrescentar que ela acontece quando um coágulo de sangue obstrui uma veia. Já a trombose arterial ocorre quando o coágulo bloqueia uma artéria. As consequências mais comuns são os acidentes vasculares e o infarto.

Uma das principais formas de  prevenir a trombose é conhecer os fatores de risco e combater os apectos que são controláveis e evitáveis. Veja a seguir a lista do que realmente aumenta a propensão à trombose. Boa leitura!

Período prolongado de imobilidade

Os longos períodos acamado após cirurgias é um fator que favorece a formação de trombos. Viagens muito longas de avião, em que a pessoa não se levanta e nem movimenta os pés, também eleva as chances de trombose. Por isso, é tão importante se movimentar sempre que possível. Até mesmo quem trabalha sentado por horas seguidas, deve se levantar ao longo do dia e caminhar um pouco. Todo movimento conta!

Sexo feminino

Outro fator de risco para a trombose é ser do sexo feminino. A maior predisposição tem a ver com questões hormonais, como o uso de anticoncepcionais e tratamentos de reposição hormonal. A gestação também é um período que favorece a ocorrência de episódios de trombose.

Tabagismo

Fumar é um hábito que está relacionado com o risco aumentado de problemas vasculares, inclusive a trombose. A nicotina altera a espessura dos vasos sanguíneos, enquanto o monóxido de carbono reduz o oxigênio no sangue. Para completar, o cigarro conta com mais de 4.000 compostos tóxicos, sendo alguns deles altamente cancerígenos.

Doenças pré-existentes

Algumas enfermidades aumentam – e muito – o risco de trombose. É o caso de doenças como diabetes, hipertensão, colesterol alto, varizes e aterosclerose. Quem tem uma dessas condições clínicas, ou mais de uma delas, deve redobrar os cuidados com a saúde.

Predisposição genética

Sim! Os casos de trombose são mais comuns em pessoas da mesma família. Sendo assim, se seus avós, pais ou irmãos têm problemas vasculares, como histórico de trombose, varizes, entre outros, faça o acompanhamento da sua saúde vascular e procure um especialista caso note sintomas suspeitos se manifestando. Os sintomas podem incluir dor, inchaço, vermelhidão, calor no local afetado, sensação de peso, rigidez muscular, etc.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro



Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Como prevenir a trombose?

Como prevenir a trombose?

A trombose é caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias importantes, principalmente nas pernas ou nas coxas. O coágulo dificulta o fluxo de sangue e provoca dor e inchaço na região.

Este problema atinge homens e mulheres, apesar de uma maior incidência em mulheres, devido a alguns fatores típicos ao organismo delas, como uso de anticoncepcionais, gravidez e menopausa.

Além desses sintomas, a trombose pode se agravar quando um coágulo se desprende e se movimenta pela corrente sanguínea, atingindo lugares importantes. Esse processo é chamado de embolia, que pode ocorrer no cérebro, nos pulmões ou no coração, por exemplo.

A trombose pode surgir após procedimentos cirúrgicos, ou pela falta de movimentação dos membros inferiores por tempo prolongado.

Tipos de trombose

A trombose pode ser classificada como aguda ou crônica. Na fase aguda, o organismo é capaz de dissolver o trombo em grande parte das vezes, sem sequelas e sem evoluir para a fase crônica.

Já na fase crônica, há uma lesão das veias no processo de dissolução do coágulo. Nesse caso, o fluxo sanguíneo fica prejudicado e provoca inchaços, varizes, escurecimento da pele e feridas.

Assim, vimos que o trombo pode provocar consequências importantes para o organismo e, dessa forma, alguns cuidados podem ser seguidos para a sua prevenção. Como veremos a seguir:

Como evitar a trombose

Evite ficar sentado e sem se movimentar por muito tempo

Para a prevenção de trombos, é indicado que a pessoa não fique sentada por longos períodos sem se movimentar. Nesse sentido, faça pequenas caminhadas de tempos em tempos, em especial durante viagens, por exemplo. Essas caminhadas estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço nas pernas e previnem a formação de trombos.

Caso não seja possível se levantar regularmente, mesmo sentado, movimente ou massageie as pernas e os pés, a cada 30 minutos. Isso ajuda a ativar a circulação. Outra técnica eficaz é rodar os tornozelos e esticar as pernas por 30 segundos.

Evite cruzar as pernas

Assim como ficar sentado por longos períodos, ficar muito tempo com as pernas cruzadas pode interferir no retorno venoso. Além disso, as mulheres devem evitar o uso contínuo de sapatos com salto alto, para prevenir a formação de trombos.

Utilize roupas confortáveis

O uso de calças e sapatos apertados é outro fator que pode favorecer a formação de trombos. Nesse sentido, recomenda-se o uso de roupas mais confortáveis e menos justas. Essa recomendação vale, em especial, para longas viagens.

Em alguns casos, e sob orientação médica, é possível utilizar meias de compressão elásticas para comprimir a pele e estimular a circulação.

Beba água e se alimente corretamente

O consumo de água é fundamental para manter o bom funcionamento do organismo. A água torna o sangue mais fluido e facilita sua circulação, impedindo a formação de trombos.

Além do consumo de líquidos, uma dieta balanceada também é importante para a prevenção da trombose. Nesse sentido, consuma alimentos que estimulam a circulação sanguínea, reduzem o inchaço nas pernas e impeçam os trombos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Por que as varizes são mais comuns nas mulheres?

Por que as varizes são mais comuns nas mulheres?

O uso de anticoncepcionais, a hereditariedade, o sedentarismo e o sobrepeso são alguns dos fatores que favorecem a formação das varizes. Elas são identificadas como veias dilatadas, escuras e tortuosas, encontradas em grande parte nas pernas e com maior incidência em mulheres.

O retorno sanguíneo é considerado um dos fatores de formação das varizes e, por esse motivo, pessoas que ficam sentadas ou de pé por longos períodos estão mais propensas a desenvolver o problema.

Um dos sintomas mais comuns das varizes é o formigamento, o cansaço, sensação de peso na perna e dor. No caso do inchaço, normalmente ele está relacionado ao agravamento do problema, quando ocorre a trombose venosa superficial.

Por que as varizes afetam mais as mulheres?

Assim como acontece na osteoporose, e com outros problemas de saúde, os hormônios são os grandes responsáveis pela incidência das varizes nas mulheres.

Além da produção natural dos hormônios femininos, algumas mulheres aumentam o fator de risco ao fazerem reposição hormonal, ou um tratamento hormonal para evitar a gravidez.

Apesar da importância do estrogênio, ele é capaz de fragilizar as veias. Com isso, elas se dilatam mais facilmente, estando mais propensas ao desenvolvimento das varizes. Além disso, na gravidez há uma produção anormal dos hormônios e, aliado ao aumento do peso, favorecem o surgimento desse problema.

Nesse sentido, é recomendado que a alteração venosa seja tratada antes da gravidez, para evitar tromboses, flebite ou alguma doença mais grave. Como, por exemplo, o tromboembolismo pulmonar, que pode ser fatal.

Por isso, durante a gravidez, pode ser indicado o uso de meias de compressão, sob orientação de um angiologista ou cirurgião vascular. Para as grávidas, deve-se evitar o sedentarismo e ficar longos períodos de pé ou sentada sem se movimentar.

Como prevenir as varizes?

Apesar de a incidência ser maior nas mulheres, há um cuidado maior por parte delas. Nesse caso, a questão estética contribui para o quadro, pois, ao se depilar constantemente os membros inferiores, é possível observar a dilatação das veias logo no início da sua formação.

Para quem já tem o problema, é preciso cuidado especial na escolha dos calçados. O uso de meias elásticas e de sapatos fechados com salto pequeno favorece o retorno venoso e evita o problema. Além disso, a prática de exercícios físicos regulares também facilita o fluxo sanguíneo e auxilia na prevenção das varizes.

Além das práticas preventivas, é fundamental procurar um especialista para eliminar as veias varicosas, pois elas podem acarretar outras complicações de saúde.

Como é feito o tratamento para varizes?

O tratamento pode ser feito por meio de ações preventivas de combate ao sobrepeso do sedentarismo. Esses fatores de riscos acabam favorecendo a presença da doença.

Quando elas já se desenvolveram, um dos tratamentos possíveis é a escleroterapia convencional, ou com espuma, além da crioescleroterapia. Nesse caso, é injetada uma substância dentro das veias, que provoca a formação de uma cicatriz, obstruindo a circulação no local. Assim, o sangue busca novos caminhos e volta a irrigar aquela área.

Quer saber mais sobre varizes? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Quem tem varizes pode viajar de avião?

Quem tem varizes pode viajar de avião?



Viagens de avião podem trazer complicações para quem sofre de varizes. Permanecer horas seguidas sem se movimentar, especialmente sentado, pode provocar uma trombose no passageiro.

As varizes são veias dilatadas e sinuosas que surgem nos membros inferiores e provocam dores e inchaço, além de representar um fator de risco para a formação de trombose.

Por que quem tem varizes precisa tomar alguns cuidados?

Ao andar, os músculos da panturrilha bombeiam o sangue para as extremidades do corpo. No caso das viagens em que os passageiros permanecem longos períodos com as pernas imóveis, esse mecanismo é lento e reduz a velocidade da circulação sanguínea.

Quem possui veias mais calibrosas deve evitar ficar longos períodos em pé, sentado ou parado. Isso porque o sangue não vai circular adequadamente nas extremidades e pode provocar inchaços.

Esses inchaços aumentando o risco de desenvolvimento de coágulos nos vasos sanguíneos, chamados de trombos. O seu deslocamento pode provocar uma embolia, por exemplo.

Em viagens de avião com 5 horas ou mais de voo, por exemplo, o passageiro deve se movimentar em períodos regulares. Caso contrário, pode desenvolver uma trombose provocada pela circulação sanguínea lenta e a pressão nas pernas.

Portanto, quem tem varizes pode viajar de avião, desde que adote alguns cuidados para a melhora da circulação sanguínea durante o voo.

Fique atento aos riscos

Quem possui veias mais grossas e histórico de trombose deve ficar atento aos riscos de agravamento do problema. A embolia pulmonar é um dos problemas mais comuns, caracterizada pela obstrução das artérias pulmonares pelos coágulos.

Nesse caso, se não tratada ou diagnosticada corretamente, a embolia pode levar à falta de oxigenação e causar a morte do paciente.

Fatores que podem aumentar o risco de trombose

Alguns fatores de risco podem agravar as chances de ter uma trombose, entre eles:

  • Histórico familiar;
  • Obesidade;
  • Gravidez;
  • Tabagismo;
  • Ter sido operado recentemente.

Dicas para viajar de avião e evitar problemas de circulação

O risco de desenvolver trombose durante o voo pode ser reduzido com medidas simples. Confira:

  • De tempos e tempos, caminhe um pouco pelo corredor do avião;
  • Deixe a bagagem de mão no compartimento superior. Assim, você deixa livre o espaço para esticar as pernas;
  • Faça alguns exercícios na poltrona e movimente os joelhos, tornozelos e os dedos dos pés. Além disso, apoie os calcanhares no chão e levante alternadamente os pés por cerca de cinco minutos, repita quando achar necessário;
  • Não sente de pernas cruzadas;
  • Evite usar roupas apertadas;
  • Consulte seu médico sobre o uso de meias elásticas para auxiliar na melhora do fluxo sanguíneo;
  • Tome muita água e evite o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Consulte o médico sobre qual medicamento tomar para dormir;
  • Se possível, deixe as pernas um pouco mais elevadas.

Nesse sentido, se apresenta varizes, é muito importante ficar atento e observar os sinais que o corpo pode dar durante o voo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Quem tem varizes pode praticar esportes?

Quem tem varizes pode praticar esportes?

Sabe-se que o sedentarismo é um dos fatores que potencializam as varizes. Nesse sentido, a prática de esportes se torna uma aliada para quem apresenta problemas de circulação.

Tanto corridas, pedaladas ou natação são atividades que podem ser recomendadas, pois auxiliam na circulação sanguínea e fortalecem a musculatura das pernas. Além disso, podem favorecer a oxigenação dos músculos e o condicionamento físico.

Porém, é importante que a prática esportiva seja acompanhada por um profissional especializado, para que todos os cuidados com a carga e a frequência sejam observados.

Causas e sintomas de varizes

Uma das principais causas das varizes é a hereditariedade, ou seja, se os pais ou os avós possuem essa condição, é possível que você também apresente o problema. Além disso, o sobrepeso ou o aumento rápido do peso podem provocar as varizes.

Outras causas incluem:

  • Sedentarismo;
  • Permanecer sentado ou em pé por longos períodos;
  • Fatores hormonais, em virtude de uma gravidez, ou pelo uso de anticoncepcional.

Já os sintomas incluem queimação, cansaço e sensação de peso nas pernas, além de inchaços ao fim do dia, acentuados por períodos extensos de pé ou sentado.

Quais esportes posso praticar?

Depois de conhecer as causas e sintomas das varizes, algumas considerações devem ser feitas antes de escolher um atividade física.

Para começar, é preciso saber que a melhor forma de prevenção é a prática regular de exercícios, desde que orientada por um profissional. Além disso, a escolha do esporte deve considerar aquele que você melhor se adapta.

A prática de atividades físicas para quem já possui varizes tem o objetivo de reduzir e não piorar o quadro. Nesse sentido, algumas atividades são mais indicadas, como:

  • Musculação (carga leve);
  • Exercícios aeróbicos e metabólicos;
  • Ciclismo;
  • Vôlei;
  • Natação.

Além disso, corrida, caminhada e futebol são boas opções. No caso da musculação, deve ser realizada com bom senso, pois, se feita com carga pesada, poderá comprimir as veias e agravar o quadro.

Nesse sentido, esportes como levantamento de peso, boxe, remo e vela não são tão recomendadas para quem sofre desse problema.

Como prevenir as varizes na prática de esportes?

Algumas ações podem reduzir ou prevenir o surgimento desse problema. Exercícios de alongamento e o uso de meias de compressão têm se mostrado bastante eficazes.

Em geral, elas já são utilizadas para o tratamento e prevenção das veias varicosas, porém, são vistas como esteticamente desagradáveis. Contudo, na linha esportiva dessas meias, existem modelos que podem ser utilizados nos esportes.

Além disso, existem opções de pós-treino que amenizam as dores, aceleram a recuperação muscular e melhoram a circulação.

O uso das meias estimula o retorno venoso e ameniza as dores provocadas pelo acúmulo de ácido lático no sangue, contribuindo para a oxigenação de todo o corpo.

Contudo, o uso das meias de compressão não é indicado para quem não sofre de varizes, pois, nesse caso, elas não são úteis na prevenção da doença.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Quando a aplicação de varizes é indicada?

Quando a aplicação de varizes é indicada?

Muitas mulheres sofrem com a presença de vasinhos e varizes que ficam muito aparentes em suas pernas. Elas são veias insuficientes, defeituosas e dilatadas. Esse tipo de problema pode acontecer com qualquer veia do corpo, mas são mais comuns nos membros inferiores (pernas e pés).

Um dos tratamentos mais usados na atualidade, para combater essa condição é conhecido como “aplicação de varizes” e tem se mostrado muito efetivo em seus resultados.

Nos próximos parágrafos, você entenderá melhor como tudo isso funciona. Boa leitura!

Quando fazer a aplicação de varizes?

Em boa parte dos casos, as varizes não costumam apresentar sintomas e a única preocupação é estética. Porém, há situações em que elas podem causar dores e desconforto.

A aplicação pode ser usada em ambos os casos, sendo um método considerado um pouco invasivo e, por isso, normalmente deve ser escolhido quando alternativas como a utilização de meias elásticas não conseguiram minimizar o problema e a pessoa segue sofrendo incômodos devido à situação.

Dessa maneira, o médico especialista em cirurgia vascular deve ser sempre consultado sobre a real necessidade e a possibilidade de se dar início ao tratamento.

Além disso, é recomendado que, antes de passar pelo procedimento, a pessoa trabalhe em sua redução de peso — caso esteja acima do ideal — tendo como objetivo permitir que a cicatrização ocorra de forma mais eficaz e que outros vasinhos e varizes não surjam.

São necessárias muitas sessões?

A quantidade de sessões de aplicação de varizes varia conforme a situação do paciente. Também é preciso considerar alguns fatores específicos, tais como a resposta efetiva ao tratamento, a disciplina do paciente para seguir as orientações do médico e a quantidade de vasos. Mas, entre uma aplicação e outra, o intervalo é, em média, de 15 dias.

Quais são os efeitos colaterais da aplicação de varizes?

Assim como qualquer outro tipo de procedimento médico ou tratamento, a aplicação de varizes também gera efeitos colaterais. Alguns dos esperados são coceira leve, ardência e pequenos sinais de hematomas.

Porém, podem haver outros, como hiperpigmentação, alergias e ulceração. Trata-se de situações extremamente raras e que, com o devido acompanhamento médico, podem ser evitadas.

As varizes podem ressurgir?

Essa é uma dúvida muito comum entre as pessoas que desejam passar pelo tratamento. A boa notícia é que quem se submete a esse procedimento dificilmente sofre novamente com as varizes.

Por outro lado, como apontamos, há alguns hábitos que contribuem para que elas surjam. Por isso, é essencial manter um estilo de vida mais saudável, especialmente evitando o sedentarismo.

O que causa as varizes e os vasinhos?

Hoje, a Medicina conhece alguns aspectos genéticos que podem contribuir para o surgimento das varizes, mas também existem comportamentos e, por isso, é sempre bom lembrar de incluir os maus hábitos nessa questão.

O tratamento com o médico especializado é recomendado não apenas pela questão estética, mas porque ele ajuda a prevenir que outros problemas relacionados com a circulação e com vasos dilatados surjam no futuro.

Esperamos que esse artigo tenha sido útil e tenha ajudado a esclarecer algumas de suas principais dúvidas sobre a aplicação de varizes. No mais, esse problema merece atenção, pois, além de indicar um problema de circulação, pode evoluir para algo mais sério.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
O que é pé diabético?

O que é pé diabético?

O pé diabético é uma condição que envolve uma série de alterações que acometem os pés das pessoas com quadro de diabetes descontrolado.

Entre as complicações mais recorrentes relacionadas a ele, temos os problemas de circulação nos membros inferiores e as infecções. Como resultado, a pessoa passa a sofrer com feridas que não cicatrizam nunca.

Vale lembrar que o pé diabético é uma condição séria e, caso não seja tratado corretamente, a pessoa pode correr o risco de ter o membro amputado.

Sintomas do pé diabético

Os sinais do pé diabético são muito abrangentes. Além da diabetes não controlada, podemos destacar também:

  • fraqueza nas pernas;
  • dormência nos membros inferiores;
  • sensação de agulhadas;
  • queimação nas pernas e nos pés;
  • perda da sensibilidade na região;
  • formigamento;
  • dores.

Um aspecto que torna essa doença ainda mais complicada é que normalmente a pessoa percebe que algo está errado apenas quando a situação já está muito avançada. Geralmente, existe a presença de uma infecção ou ferida já instalada, fatores que tornam o processo de tratamento ainda mais complexo, devido aos problemas com a circulação.

Consequências do pé diabético

Muitas pessoas se questionam porque nem sempre percebem um machucado nos pés, ou ainda o que faz uma ferida minúscula não se curar. O motivo para essas complicações está relacionado a uma característica típica do estado de diabetes não controlado, que é a sobrecarga enorme de açúcar no sangue.

Além disso, não é raro que esse problema ainda ocorra com altos níveis de gordura circulando pelos vasos. Nesse cenário, o organismo da pessoa fica muito debilitado e a regeneração dos tecidos ocorre de forma anormal e muito lenta.

Os nervos sofrem muito com isso, pois os altos níveis de glicose no sangue destroem a camada protetora. deixando-os mais vulneráveis a danos causados por mudanças na temperatura e no pH do sangue.

Recomendações para pacientes com pé diabético

Vimos que pessoa afetada por essa condição está sujeita a uma série de complicações. Por isso, para minimizar os riscos e problemas, vale a pena ter atenção. A seguir, destacamos alguns pontos:

  • É importante manter a pele dos pés e das pernas sempre hidratada. Porém, não se deve passar hidratante ao redor das unhas e entre os dedos;
  • Os pés devem ser mantidos sempre limpos e, devido à falta de sensibilidade na região, é preciso ter atenção à temperatura da água que deve ser morna, nunca quente demais.
  • Qualquer alteração, por menor que seja, deve ser comunicada ao médico responsável pelo acompanhamento.
  • Verificar a existência de rachaduras, cortes, calos, frieiras ou mudanças na cor. Em caso afirmativo, o médico deverá ser consultado.
  • Usar meias de algodão ou lã e sem costuras. Materiais sintéticos, a exemplo do nylon, devem ser evitados.
  • Devido às particularidades provocadas pelo diabetes, deve-se evitar frequentar pedicures e manicures, salvo se o profissional for treinado e qualificado para lidar com clientes que tenham essa condição.
  • Os pés devem estar sempre protegidos, e isso é valido para quando se está em casa ou em ambientes para diversão, tais como praias e piscinas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
O que são úlceras varicosas?

O que são úlceras varicosas?



Qualquer machucado ou trauma pode provocar uma úlcera na pele. Na maioria dos casos, elas cicatrizam rapidamente. Contudo, quando há um problema na circulação sanguínea, essa cicatrização pode demorar ou nunca acontecer, configurando o que chamamos de úlceras varicosas.

Se você tem interesse neste assunto, não deixe de ler o artigo até o final. Nele, você irá descobrir as causas e os sintomas desse problema e conhecer as alternativas de tratamentos.

O que são as úlceras varicosas?

São feridas que demoram a cicatrizar em função da má circulação sanguínea na região das pernas e dos tornozelos. Quando não são tratadas adequadamente, essas úlceras podem se transformar em uma grave infecção.

Quando ocorre um aumento da pressão venosa, o sangue pode ficar parado em uma região do corpo. Se a pele for fragilizada por uma lesão ou trauma, esse problema pode evoluir para uma condição crônica.

Essas lesões são mais comuns em pessoas idosas, sedentárias, obesas, fumantes ou que permanecem longos períodos em pé ou sentadas. A úlcera varicosa pode surgir tanto nas pernas quanto nos pés.

Quais são as causas das úlceras varicosas?

As úlceras varicosas são provocadas pelo acúmulo de sangue nos membros inferiores. Esse acúmulo ocorre quando as veias não conseguem impulsionar, de forma eficiente, o sangue de volta para o coração.

Com a má circulação sanguínea, há um aumento de pressão nas veias, provocando feridas e manchas na pele. No entanto, existem outros fatores de risco para o desenvolvimento dessas lesões, tais como:

  • histórico de feridas em uma determinada região;
  • presença de varizes nas pernas;
  • tabagismo;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • pacientes portadores de outros problemas circulatórios;
  • osteoartrite;
  • hipertensão arterial;
  • anemia falciforme;
  • esclerodermia;
  • doenças infecciosas;
  • tumores de pele.

Quais são os sintomas?

Além da existência da ferida, outros sintomas comuns são:

  • coceira;
  • queimação;
  • inchaço;
  • dor na área afetada;
  • mudança de coloração da pele;
  • cansaço;
  • sensação de peso nos membros inferiores;
  • pus na ferida;
  • pele seca;
  • febre;
  • erupções cutâneas.

Quais são as alternativas de tratamentos?

A primeira ação realizada no tratamento da úlcera é a limpeza da ferida e aplicação de um curativo adequado, com ou sem o uso de pomadas específicas. Em seguida, pode ser recomendado o uso de uma meia de compressão para melhorar a circulação do sangue.

Geralmente, a primeira utilização da meia é dolorida. Por isso, é normal que o médico prescreva o uso de analgésicos. Se a úlcera estiver infectada, ele também irá indicar a ingestão de antibióticos.

Nos casos graves, ou quando os tratamentos não cirúrgicos não surtiram efeito, o paciente precisará de cirurgia. Além disso, o paciente deve adotar alguns cuidados, tais como evitar ficar muito tempo em pé ou sentado, praticar exercícios e ter uma dieta balanceada.

Entendeu o que são as úlceras varicosas? Apesar de ser um problema simples de resolver, é preciso buscar o tratamento o quanto antes para evitar complicações.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro



Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
Doença arterial periférica: sintomas, causas e tratamentos

Doença arterial periférica: sintomas, causas e tratamentos



A doença arterial periférica (DAP) é uma nomenclatura que abrange todas as obstruções que afetam as artérias carótidas e suas ramificações, vertebrais, mesentéricas, renais, de membros inferiores e superiores.

Você já ouviu falar na DAP? Esta é uma condição muito comum, principalmente em homens. Continue a leitura para entender mais sobre o assunto.

O que é a doença arterial periférica?

É uma disfunção que provoca o estreitamento e endurecimento das artérias responsáveis por transportar o sangue para os membros inferiores. Quando ocorre esse estreitamento, o fluxo sanguíneo é prejudicado e causa diversas complicações.

As artérias transportam o sangue rico em oxigênio e nutrientes do coração para o corpo. Se as artérias das pernas forem bloqueadas, esses membros não recebem os nutrientes necessários. 

Quais são as causas da DAP?

A causa mais comum da doença arterial periférica é a aterosclerose, uma condição caracterizada pela formação de placas de gordura nos vasos sanguíneos. Contudo, existem diversos fatores que potencializam as chances de um indivíduo desenvolver a DAP.

Esses fatores são o tabagismo, diabetes, obesidade, hipertensão arterial, altas taxas de colesterol, ter mais de 50 anos de idade, histórico familiar da doença e a elevação no nível de homocisteína.

Quais são os sintomas da doença arterial periférica?

Esta condição pode provocar diversos sintomas no paciente. Porém, o mais característico é a claudicação intermitente, que é a sensação de dor, cãibra, desconforto ou cansaço nas pernas, que surge sempre que a pessoa está em movimento. O sintoma é aliviado com o repouso.

Na maioria dos casos, a claudicação afeta somente as panturrilhas, mas também pode afetar os pés, coxas, quadril e os glúteos. Esse sintoma evolui ao mesmo passo que a doença progride, reduzindo, cada vez mais, a distância suportada pelo paciente.

Porém, nem todos os casos são marcados pela presença de sintomas. Em 20% dos casos, essa doença é assintomática. Além disso, outros sintomas podem aparecer, como, por exemplo:

  • feridas nos dedos, pés ou pernas de difícil cicatrização;
  • mudança na cor das pernas;
  • queda e lentidão no crescimento de pelos nas pernas;
  • crescimento lento das unhas dos pés;
  • baixa pulsação nas pernas ou nos pés;
  • disfunção erétil em homens.

Quais são as alternativas de tratamentos?

A primeira forma de tratamento é o afastamento dos fatores de risco, que são modificáveis. O médico também poderá solicitar que o paciente realize caminhadas de, no máximo, 50 minutos por dia.

Outra medida complementar é o tratamento medicamentoso, que ajuda a melhorar os sintomas. O médico pode prescrever os antiplaquetários e os inibidores da ECA. Quando necessário, o paciente também pode receber indicação cirúrgica.

A angioplastia transluminal percutânea é um procedimento cirúrgico para a dilatação dos vasos sanguíneos, mantendo a artéria aberta e reduzindo as chances de uma nova oclusão. A tromboendarterectomia é indicada para tratar as lesões na aorta ou nas artérias femorais.

Outras possibilidades são a revascularização, a simpatectomia, a terapia de compressão externa e, ainda em estudos, o transplante de células-tronco. Em último caso, pode ser necessário amputar a perna afetada.

Isso é tudo o que você precisa saber sobre a doença arterial periférica. Caso tenha outras dúvidas, procure um angiologista.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro



Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos