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Tipos de tratamentos para varizes

Tipos de tratamentos para varizes

As varizes não oferecem risco de vida ao paciente, mas podem causar dor, desconforto e baixa autoestima. Com a evolução da medicina, surgiram diversos novos tipos de tratamento para as varizes que acabam com todas essas dificuldades.

Com o objetivo de trazer informação de qualidade para você, conheça agora os principais tipos de tratamentos para este distúrbio.

O que são varizes?

Varizes são veias superficiais que, por anomalia, estão dilatadas, caracterizando uma disfunção no sistema circulatório. Essas veias, geralmente, se apresentam na cor azul e, com a dilatação, fazem um traçado com muitas curvas na região afetada.

As veias das pernas direcionam o sangue do corpo de volta para o coração e pulmões. Para isso, elas possuem válvulas que conduzem o fluxo sanguíneo. Quando há o desgaste das válvulas, parte do sangue escapa, aumentando a pressão e causando a deformação das veias. 

As mulheres são os principais alvos desse distúrbio. As queixas mais comuns de pessoas com este problema circulatório são cansaço, sensação de dor, queimação ou inchaço das pernas.

Qual a diferença entre varizes e vasinhos?

A principal diferença entre varizes e vasinhos está no tamanho. Enquanto os vasinhos possuem, no máximo, um milímetro de diâmetro e aparecem nas camadas da pele, as varizes estão localizadas embaixo das pernas e têm mais de um milímetro de diâmetro.

Como são os tratamentos para varizes?

Como esta é uma anomalia que, na maior parte dos casos, não oferece grandes riscos aos pacientes, os tratamentos geralmente são realizados com o objetivo de melhorar a aparência estética da região afetada. 

Contudo, existem situações em que há a evolução do problema, formando feridas, causando inchaço e dor. Além disso, as varizes estão diretamente ligadas ao desenvolvimento de trombose. Pacientes que já sofreram de trombose profunda podem apresentar uma sobrecarga nas veias. Os principais tratamentos para varizes são:

Escleroterapia

O foco deste procedimento é eliminar ou diminuir o tamanho das veias. Atualmente, existem três tipos:

  • Escleroterapia com espuma – consiste na injeção de pequenas quantidades de espuma de polidocanol nas veias afetadas. O produto causa uma inflamação na parede do vaso sanguíneo, causando o seu fechamento e impedindo a circulação do sangue. Com a ausência do sangue, o vaso perde a cor e fica invisível. Esse procedimento é indicado para varizes de até quatro milímetros;
  • Escleroterapia com glicose – o funcionamento é o mesmo da espuma, causando reação inflamatória nos vasos. Porém, a glicose é melhor aceita pelo organismo, com poucas contraindicações. Só deve ser evitada por diabéticos;
  • Escleroterapia a laser – esse método funciona com a aplicação de um laser que aquece o vaso doente, inflamando-o, unindo as paredes e causando o seu fechamento. Indicado para veias de menor calibre.

Radiofrequência

Tratamento indicado para vasos mais grossos. A radiofrequência consiste na inserção de uma fibra ótica dentro do vaso. Essa fibra é energizada e queima o vaso por dentro. Para obter um bom resultado, o paciente só precisa realizar o procedimento uma única vez.

Cirurgia

O procedimento cirúrgico é recomendado apenas para casos mais graves e em veias mais grossas. Pode ser realizado por endolaser ou no formato tradicional. A cirurgia com endolaser é realizada através da introdução de uma sonda na veia afetada. Essa sonda dispara uma energia luminosa que cauteriza o vaso. 

O método tradicional é destinado à retirada definitiva do vaso. O cirurgião realiza duas incisões, no tornozelo e na virilha, e, com o uso de um fleboextrator, retira a veia da perna. A recuperação desse procedimento é um pouco mais longo, em torno de 15 dias.

Uma vez que o tratamento é realizado, dificilmente as varizes retornam. Para que os resultados sejam potencializados, o paciente precisa adotar bons hábitos de vida, tais como melhorar a alimentação, buscar o emagrecimento, evitar o uso de roupas apertadas, praticar exercícios físicos e não permanecer de pé ou sentado por longos períodos.

Está buscando alternativas de tratamentos para varizes? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos
4 cuidados que você deve tomar após a aplicação de varizes

4 cuidados que você deve tomar após a aplicação de varizes

A aplicação de varizes, chamada de escleroterapia, é uma das melhores formas de eliminar este distúrbio do sistema circulatório. Porém, assim como em todo procedimento invasivo, existem cuidados que você precisa tomar. 

Sabe quais são? Aproveite e conheça agora um pouco mais sobre as precauções indicadas após a escleroterapia.

O que é aplicação de varizes?

A aplicação de varizes é um tratamento utilizado para eliminar os vasos doentes, que não exercem mais a função de levar o sangue de volta ao coração. Essa técnica é realizada principalmente nos membros inferiores, porém, em alguns casos, pode ser aplicada em outras regiões.

Existem diferentes tipos de escleroterapia, que variam conforme a gravidade do problema e da substância aplicada, como:

  • espuma: quando há a injeção de polidocanol diretamente nas veias;
  • glicose: quando é injetada a glicose dentro das varizes;
  • laser: quando um laser é utilizado para aquecer o vaso doente. 

Independente do tipo escolhido, o processo consiste em inflamar as varizes, fazendo com que elas sejam eliminadas.

Preciso tomar alguns cuidados após o procedimento?

A aplicação exige alguns cuidados extras antes e após a realização do procedimento. Antes de fazer a aplicação, o angiologista, ou cirurgião vascular, fará uma avaliação do seu quadro para informar quais os riscos e os possíveis resultados do tratamento.

Além disso, o profissional precisa analisar a anatomia da região onde estão as varizes e as condições físicas do paciente. Após a definição do método a ser utilizado, o paciente será informado sobre o tempo de duração aproximado e o nível de dor que poderá sentir.

A etapa mais importante é o momento após o término da sessão, pois a adoção de alguns cuidados irá influenciar na eficiência do tratamento. Existem 4 principais recomendações, que são:

1# Utilizar meias elásticas de compressão

Esta é uma indicação que não é uma unanimidade entre os angiologistas. Após a escleroterapia, o uso das meias de compressão auxiliam na circulação sanguínea e favorecem o paciente com doença varicosa.

2# Aplicar cremes hidratantes

A utilização de cremes é recomendada para tratar as equimoses, pequenas manchas roxas que aparecem na região onde foi feita a escleroterapia.

3# Evitar o banho de sol

Mais um cuidado que costuma variar de acordo com o posicionamento do médico responsável. Para alguns não há problemas na exposição ao sol, já para outros o sol deve ser evitado até o completo desaparecimento dos sinais da aplicação e após a cicatrização da área. Caso o paciente precise se expor ao sol, o uso de protetor solar é obrigatório.

4# Não praticar exercícios físicos

A prática de exercícios físicos de baixo impacto pode ser permitida após 24 horas da sessão de aplicação. Porém, se o paciente realiza atividades de alto rendimento deve comunicar ao seu médico para que o caso seja analisado.

Existem outros cuidados que, geralmente, são citados pelos médicos. Procure um angiologista especialista em aplicação de varizes para conhecer mais profundamente o assunto. 

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O que é escleroterapia?

O que é escleroterapia?

As varizes são um dos problemas estéticos que mais incomodam as mulheres. Com coloração azulada ou avermelhada, elas surgem nos membros inferiores e, em alguns casos, podem causar dor e incômodo. Felizmente, existem tratamentos para a alteração nas veias, como a escleroterapia. 

Já existem no mercado tratamentos não invasivos que ajudam a diminuir ou mesmo acabar com as varizes.

Escleroterapia

Entre os principais tratamentos para as varizes está a escleroterapia, uma técnica não cirúrgica que consiste na aplicação de uma substância esclerosante dentro da veia dilatada, criando uma ação inflamatória, que provocará o desaparecimento dos vasinhos e uma melhora no aspecto estético.

O procedimento pode ser realizado de três formas, que irá variar de acordo com o tipo de esclerosante utilizado: líquido, espuma ou laser.

Escleroterapia com líquido

Neste procedimento, o médico fará a aplicação de uma injeção com o esclerosante líquido diretamente na veia da pessoa. Após a sua inserção, a substância causará irritação e inflamação no vaso, resultando em cicatrizes que acabam por fechá-lo.

Escleroterapia com espuma

Mais usado em varizes grossas, este procedimento consiste na injeção de uma pequena quantidade de espuma de dióxido de carbono na veia dilatada. Sua aplicação promove uma irritação na variz, fazendo com que desenvolva cicatrizes e melhore o aspecto na pele.

Escleroterapia a laser

Utilizada para eliminar os vasinhos do rosto, tronco e pernas, a escleroterapia a laser é utilizada em associação com a escleroterapia líquida ou espuma. Ao contrário das técnicas anteriores, que utilizam uma substância, a escleroterapia com laser promove um aumento da temperatura do vaso, causará causar sua destruição. Esse procedimento não é recomendado para pessoas de pele negra ou muito bronzeadas.

O número de sessões de escleroterapia dependerá de cada caso. Após o tratamento, a veia tratada tende a desaparecer ao longo de algumas semanas e, por isso, pode ser preciso até um mês para observar o resultado final. 

Como qualquer procedimento estético, a escleroterapia tem efeitos colaterais que incluem sensação de queimação no local imediatamente após a injeção; formação de pequenas bolhas no local; manchas escuras na pele; hematomas, que surgem quando as veias são muito frágeis e tendem a desaparecer espontaneamente; inchaço e reações alérgicas à substância usada no tratamento.

Apesar de o tratamento ser eficaz, a escleroterapia, não impede a formação de novas varizes, Por isso, se não existirem cuidados gerais e prevenção, outras varizes poderão aparecer.

Cuidados após a escleroterapia

Os cuidados após a realização da escleroterapia devem ser indicados pelo médico, de acordo com o quadro do indivíduo e dos resultados alcançados com o procedimento. Na maioria dos casos, é recomendado o uso de faixa ou meia elástica por algumas horas ou dias após o procedimento.

Nas primeiras semanas não é indicado realizar atividades com muito impacto e recomenda-se o uso de creme para amenizar as manchas roxas que possam aparecer. As atividades físicas podem ser retomadas após duas semanas da realização do procedimento.

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Os principais fatores risco para varizes

Os principais fatores risco para varizes

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial tem varizes, sendo 70% mulheres e 30% homens. As varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele. Elas podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre. Quando não tratadas de forma adequada, as varizes podem progredir e desenvolver outras complicações, como inflamação da pele, dermatite, trombose, hemorragia e úlcera.

As veias das pernas são responsáveis por levar o sangue que circula no corpo de volta ao coração e, em seguida, para os pulmões. Para que esse processo ocorra, há pequenas válvulas nas veias, que regulam o direcionamento do fluxo sanguíneo. Elas se abrem para o sangue subir e se fecham para impedir que desça, quando a pessoa fica em pé. Porém, devido à alguns problemas de circulação, essas válvulas se desgastam e deixam que parte do sangue escape e volte ao coração. Com isso, a pressão nas veias das pernas aumenta e elas se dilatam e deformam.

A principal causa do surgimento das varizes é a predisposição genética. Porém, alguns fatores podem contribuir para o seu aparecimento. Veja, abaixo, as causas para o aparecimento das varizes.

Causas das varizes

Obesidade

Além de gerar outras doenças, o excesso de peso provoca uma pressão sobre as veias, o que dificulta o retorno do sangue ao coração. A sobrecarga é sentida pelos vasos, que, aos poucos, perdem a elasticidade e se dilatam.

Tabagismo

A nicotina e outras substâncias contidas no cigarro danificam as paredes dos vasos, tornando-as menos elásticas e mais propensas à dilatação. A chance de uma pessoa que fuma desenvolver doenças vasculares é muito maior em comparação à chance de uma não fumante.

Gravidez

Os hormônios da gravidez e o aumento do peso são um dos principais desencadeadores das varizes. Em alguns casos, as varizes desaparecem depois do parto.

Sedentarismo

A falta de exercício físico dificulta o retorno do sangue ao coração, uma vez que o movimento dos músculos da perna e a ação da musculação ajudam a bombear o sangue de volta ao coração.

Pílulas anticoncepcionais

Os hormônios contidos nas pílulas anticoncepcionais dificultam a circulação dentro dos vasos, o que resulta no aparecimento das varizes.

Permanecer muito tempo na mesma posição

Permanecer muito tempo em pé ou sentado aumenta a pressão da gravidade sobre as veias das pernas, que passam a ter maior dificuldade para bombear o sangue dos membros para o coração, favorecendo o surgimento de varizes. 

Sexo

As mulheres são mais propensas a desenvolver varizes do que os homens. Fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa têm relação direta com a dilatação das veias.

Indivíduos que apresentam predisposição genética ou ligação com alguns dos fatores de risco devem buscar ajuda médica. Além disso, é preciso se prevenir com a prática de exercícios físicos de forma regular, alimentação saudável, não fumar e outras medidas. Quando não são suficientes, o médico poderá indicar um ou mais tratamentos combinados. Entre eles a cirurgia, laser e outros.

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6 dicas para prevenir varizes

6 dicas para prevenir varizes

Conhecidas pelo seu aspecto estético, as varizes são veias tortuosas, dilatadas e insuficientes, que afetam, principalmente, as mulheres. Apesar de seu aparecimento estar diretamente ligado à genética, alguns fatores podem ajudar a prevenir o seu surgimento.

As principais dicas para prevenir as varizes

1.   Evitar ficar longos períodos na mesma posição

Permanecer muito tempo em pé ou sentado aumenta a pressão da gravidade sobre as veias das pernas, que passam a ter maior dificuldade para bombear o sangue dos membros para o coração, favorecendo o surgimento de varizes.

2.   Manter o peso adequado

Os quilos extras aumentam a pressão sobre os membros inferiores e sobrecarregam o sistema circulatório como um todo, tornando os vasos mais frágeis, intensificando o trabalho do coração para levar sangue oxigenado para todo o corpo.

3.   Parar de fumar

As substâncias contidas no cigarro, como a nicotina, aumentam a viscosidade sanguínea. Com isso, o bombeamento do sangue se torna mais difícil, e o mesmo tende a se acumular nas veias das pernas, provocando as varizes.

4.   Atentar aos anticoncepcionais

Eles contêm estrogênio ou progesterona, hormônios femininos que dilatam as veias e, por isso, dificultam fluxo sanguíneo das pernas para o coração. Se você tem predisposição genética para varizes, converse com o seu médico e encontre um método contraceptivo mais adequado para o seu caso.

5.   Praticar atividade física

Além de prevenir várias doenças, a atividade física fortalece a musculatura da panturrilha e estimula a contração dos membros inferiores. Com isso, o sangue consegue voltar com mais facilidade para o coração, evitando o seu acúmulo e, consequentemente, a formação de varizes.

6.   Usar meias de compressão

O uso das meias de compressão ajuda a reduzir a pressão da gravidade sobre as veias dos membros inferiores, favorecendo o retorno do sangue ao coração e melhorando a circulação no interior dos vasos sanguíneos. Mas, atenção! É preciso consultar um médico antes de utilizá-las, já que cada pessoa necessita de tipo e tamanho da meia diferentes.

Existem outros fatores desencadeadores das varizes que não podem ser prevenidos, mas amenizados se tratados com antecedência:

1·   Gravidez: devido às alterações hormonais, aumento de peso e crescimento do útero, muitas mulheres sofrem com as varizes na gravidez. Por isso pessoas com predisposição genética devem estar atentas ao peso durante a gestação, praticar atividade física compatível com o período e usar meias elásticas para gestantes.

2·   Idade: a idade é um fator muito importante no surgimento das varizes, uma vez que as paredes das veias ficam mais fracas e com tendência a dilatar com mais facilidade. Por isso, cultive bons hábitos de vida desde cedo, como não fumar, manter o peso equilibrado, praticar atividade física e, sobretudo, pensar na saúde para ter uma vida longa e saudável.

3·   Sexo: as mulheres têm mais predisposição a desenvolver varizes. Nesse caso, assim como a idade, o ideal é investir em bons hábitos de vida.

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A diferença entre microvarizes e vasinhos

A diferença entre microvarizes e vasinhos

É muito comum, principalmente nas mulheres, o surgimento de veias tortuosas, mais grossas e com aspecto azulado. A primeira impressão é de que são varizes, porém, elas também podem ser vasinhos ou microvarizes.

A diferença entre varizes, microvarizes e vasinhos está, basicamente, na dimensão da veia afetada. Os vasinhos são os vasos cutâneos visíveis, que medem de 0,1 a 1 mm de diâmetro. Normalmente, se apresentam como linhas fracamente vermelhas, até um aspecto roxo e elevado, como cachos de uva.

As microvarizes são pequenos vasos dilatados, tortuosos, com coloração de aspecto azulado ou esverdeado. Têm dimensão entre 2 e 5 mm e são muito frequentes na face posterior do joelho e lateral da coxa e perna. Aparecem também na parte de dentro do joelho e coxa e, às vezes, na frente do osso da perna.

Por fim, as varizes são as veias dilatadas, alongadas e tortuosas, mais notadas por serem elevadas em relação à superfície da pele. Podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre. Apesar de serem superficiais, são um pouco mais profundas que os vasinhos, mantendo as mesmas características de tortuosidade e coloração, porém com possibilidade de serem sentidas ao toque. Normalmente, afetam as pernas e pés, mas podem acometer qualquer veia.

Como surgem as microvarizes e vasinhos?

A causa mais comum do aparecimento das microvarizes, vasinhos e varizes é a influência genética, uma vez que existe forte predisposição familiar. Outros fatores de risco podem influenciar no seu aparecimento, como a gravidez, ser do sexo feminino, idade avançada, excesso de peso e obesidade, sedentarismo, passar muito tempo em pé ou sentada, histórico de trombose venosa profunda e algumas condições que aumentam a pressão no abdômen (doenças no fígado, líquido no abdômen ou insuficiência cardíaca).

Infelizmente, por ser uma questão genética, nem sempre é possível evitar, mas podemos prevenir e retardar o seu aparecimento. A principal prevenção é a adoção de hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos de forma regular, alimentação saudável, não fumar e outras medidas. Quando não são suficientes, o médico poderá indicar um ou mais tratamentos combinados.

Além dos cuidados diários, o tratamento pode ser feito com diversas técnicas, como laser, espuma, glicose ou, nos casos mais graves, cirurgia. Meias de compressão também podem ser usadas para o controle das micro varizes e vasinhos. Elas fazem uma compressão mais forte no tornozelo, que vai diminuindo em direção à coxa, ajudando a direcionar o retorno do sangue venoso de volta ao coração.

O melhor tratamento dependerá do grau das veias e da condição da pessoa. Por isso, é importante procurar a ajuda de um profissional que, após o diagnóstico, indicará o melhor tratamento e as mudanças de hábito necessárias.

 

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O que são varizes?

O que são varizes?

As varizes são veias dilatadas, tortuosas e insuficientes que, normalmente, afetam as pernas e pés, mas podem acometer qualquer veia. Para muitas pessoas, elas são apenas um problema estético, mas, para outras, causam dor, desconforto e problemas circulatórios. O tratamento pode envolver medidas de autocuidado, ou procedimentos para fechar ou remover as veias.

As veias das pernas são responsáveis por levar o sangue que circula no corpo de volta ao coração e, em seguida, para os pulmões. Para que esse processo ocorra, essas estruturas contam com pequenas válvulas que regulam o direcionamento do fluxo sanguíneo. Elas se abrem para o sangue subir e se fecham para impedir que desça, quando a pessoa fica em pé.

Porém, devido a alguns problemas de circulação, essas válvulas se desgastam e deixam que parte do sangue escape e volte ao coração. Com isso, a pressão nas veias das pernas aumenta, e essas se dilatam e se deformam.

Apesar de conhecermos os motivos que levam à formação das varizes, é difícil impedir que elas apareçam. Por outro lado, o conhecimento das principais causas dessa alteração serve de alerta para que os pacientes redobrem a atenção diante de possíveis manifestações iniciais da doença e procurem tratamento.

Causas das varizes

São diversas as causas do aparecimento das varizes. Conheças as principais delas, abaixo.

Predisposição genética

Pacientes com histórico familiar do quadro devem adotar hábitos de prevenção dos problemas circulatórios e que possam retardar o processo.

Idade

Assim como outros órgãos do corpo, as veias também são afetadas com o envelhecimento. Aos poucos, elas perdem a elasticidade, e o sistema de válvulas se enfraquece, dificultando o retorno do sangue para o coração.

Sexo

Devido às alterações hormonais, as mulheres estão mais sujeitas a desenvolver o problema. Além disso, o uso de pílulas anticoncepcionais e a reposição hormonal agem sobre as paredes dos vasos, diminuindo a resistência deles e comprometendo o funcionamento das válvulas.

Ficar muito tempo sentado ou em pé

A imobilidade dificulta o funcionamento das válvulas das veias. Se a posição for necessária (como em uma viagem, por exemplo), faça exercícios com os pés ou tente caminhar um pouco.

Obesidade

O sobrepeso e as complicações associadas a esse quadro (pressão alta e diabetes, por exemplo) representam sobrecarga para o sistema circulatório e aumentam o risco de se desenvolver a alteração.

Tabagismo

As substâncias presentes no cigarro deixam o sangue mais viscoso, o que dificulta a circulação sanguínea.

Além disso, as varizes também podem ser sinal de um problema mais grave de saúde. Dentre as possibilidades mais sérias que precisam ser levadas em consideração pelo paciente, estão:

  • coágulos de sangue ou bloqueio nas veias;
  • veias profundas danificadas;
  • vasos sanguíneos anormais (fístulas arteriovenosas);
  • tumores (em casos mais raros).

Sintomas e tratamento das varizes

Na maioria dos casos, essas alterações nas veias não apresentam sintomas, além do aparecimento de veias tortuosas. Porém, alguns pacientes relatam dor, ardor ou sensação de peso nas pernas; leve inchaço nos pés e tornozelos, além de coceira na pele sobre a veia afetada.

Existem diferentes tipos de tratamentos para as varizes. No entanto, o mais importante é a prevenção e hábitos de vida saudáveis, como praticar exercícios físicos de forma regular, manter uma alimentação saudável, não fumar e outros. Quando essas adequações na rotina não são suficientes, o médico poderá indicar um ou mais tratamentos combinados. Dentre eles, a cirurgia ou o laser.

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Quando procurar um cirurgião vascular?

Quando procurar um cirurgião vascular?

O cirurgião vascular é o médico responsável pelas doenças que acometem os sistemas arterial, venoso e linfático. A atuação dele se baseia no diagnóstico, estudo e tratamento cirúrgico das enfermidades que acometem os vasos. Embora seja conhecido mais comumente pelo tratamento das varizes, vasinhos, microvarizes e teleangiectasias, este especialista tem ampla atuação, e essa é apenas uma parte dela.

Dentre as doenças tratadas pelo cirurgião vascular, podemos destacar as que são causadas por trombos ou placas ateromatosas, ou seja, aneurismas, varizes e anastomoses. Pacientes que sofrem de insuficiência renal crônica também podem ser acompanhados por esse especialista na realização dos procedimentos para hemodiálise.

Por que procurar um cirurgião vascular?

Na maioria das situações, os pacientes são encaminhados ao cirurgião vascular por seu médico de confiança. Um cardiologista que acompanha um paciente com problemas nas coronárias pode identificar (ou suspeitar de) um problema arterial em outra localização e encaminhar o paciente ao cirurgião vascular, por exemplo.

Em outros casos, os pacientes podem buscar o profissional quando notar os primeiros sintomas das doenças vasculares ou devido a incômodos estéticos causados por varizes ou vasos menores. Dores nas pernas e inchaço também são sinais importantes para se buscar esse médico especializado.

Diferenças entre o angiologista e o cirurgião vascular

No Brasil, até o ano de 2006, as duas áreas eram uma só. Elas eram nomeadas como “angiologia e cirurgia vascular”. Porém, com a necessidade de ampliação dos leques de atuação do profissional e com a maior especialização, as áreas passaram a atuar separadas. Essa separação se deu pela resolução CFM Nº 1.763/05.

Hoje, o angiologista é o médico especializado no tratamento de doenças relacionadas ao sistema circulatório, localizadas nas artérias e nas veias do corpo humano. Varizes, trombose e arterioscleroses são algumas das patologias tratadas pelo angiologista. Apesar de ter atuação parecida com a do cirurgião, ele trabalha na prevenção e na recuperação da saúde, seja por meio de medicamentos, exercícios físicos ou pela indicação de mudanças de hábitos rotineiros. Já o cirurgião vascular trabalha na intervenção sobre os vasos sanguíneos por meio de cirurgias.

É importante ressaltar que uma especialidade não exclui a outra. Um paciente pode procurar um angiologista para realizar um tratamento e, após a avaliação médica, pode haver o encaminhamento para o cirurgião vascular. Da mesma forma, um cirurgião pode recomendar a prevenção e recuperação dos vasos com o angiologista, antes de uma intervenção cirúrgica.

Formação de um cirurgião vascular

Formado no curso de Medicina, que tem duração de 6 anos, o profissional que deseja atuar como cirurgião na área vascular deve fazer residência médica em Cirurgia Geral, que tem duração de dois anos. Durante o curso, o profissional aprenderá a realizar e resolver casos cirúrgicos de alta e baixa complexidades, além de cuidar do pré e do pós-operatório.

Em seguida, são mais três anos de residência em Cirurgia Vascular. Assim, esse médico também é capaz de realizar procedimentos vasculares delicados, como em grandes e importantes vasos sanguíneos, além de procedimentos da cirurgia geral.

O cirurgião vascular é capaz, portanto, de resolver problemas, como aneurismas, doença aterosclerótica dos vasos, reconstrução de vaso delicado após trauma ou má-formação, varizes, etc. Atuando em conjunto com outras especialidades, o cirurgião vascular pode ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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10 sintomas que podem indicar doenças vasculares

10 sintomas que podem indicar doenças vasculares

As doenças vasculares são distúrbios ou irregularidades apresentadas no sistema venoso. A principal causa delas é a predisposição genética, mas outros fatores podem contribuir para o aparecimento do quadro. Normalmente, a incidência é maior em mulheres, principalmente no caso das varizes.

Dentre as principais doenças vasculares, estão varizes, pé diabético, trombose venosa profunda e aneurisma. Essas doenças surgem, geralmente, durante a vida adulta de uma pessoa, podendo atingir tanto homens como mulheres. Os sintomas aparecem aos poucos, como sinais de que algo não está funcionando bem no organismo.

Principais sintomas das doenças vasculares

  1. Inchaço constante: é comum os pés e pernas incharem nos dias de temperaturas mais altas. Porém, se o inchaço permanecer, é importante ficar atento e procurar um cirurgião vascular. O sintoma pode ser sinal de que a circulação sanguínea não está trabalhando corretamente;
  2. Dores intensas: as famosas “fincadas” nas pernas durante a noite podem ser um sintoma de doença nas veias. As dores podem indicar que o fluxo arterial está comprometido;
  3. Veias tortuosas: facilmente reconhecidas ao se olhar para as pernas, as veias tortuosas apresentam coloração vinhosa, verde ou azulada e uma linha irregular. O aparecimento delas indica problemas na circulação e necessitam de análise médica;
  4. Erupções na pele: são pequenos machucados difíceis de se cicatrizarem ou que surgem sem razão aparente;
  5. Cansaço constante: fadiga ou cansaço ao realizar atividades simples do dia a dia, como subir escadas ou fazer pequenas caminhadas, podem ser sinais de doenças na vascularização do corpo.

Outros sintomas comuns são:

  1. Dificuldade em permanecer por algum período em pé ou sentado;
  2. Cãibras;
  3. Insensibilidade em algumas regiões das pernas;
  4. Formigamentos constantes;
  5. Pernas ou pés frios — contrastando com a temperatura ambiente e as demais áreas do corpo.

Causas das doenças vasculares

A predisposição genética é o principal fator para o aparecimento das doenças vasculares, mas outros aspectos podem contribuir para o surgimento delas. Os principais são:

  • sedentarismo;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • pacientes com problemas cardíacos;
  • tabagismo – a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos, o que pode acarretar problemas circulatórios;
  • obesidade – pessoas obesas têm maior disposição a desenvolver varizes devido à quantidade de volume sanguíneo dentro das veias, o qual se eleva. Além disso, a gordura acumulada dentro dos vasos sanguíneos acarreta má circulação, levando à trombose;
  • traumas nos membros inferiores – a predisposição ocorre não só pelo impacto nos vasos sanguíneos, mas também pelo tempo que o paciente fica imobilizado na cama depois do acidente;
  • uso contínuo de pílulas anticoncepcionais – os hormônios liberados durante o ciclo menstrual e o uso de anticoncepcionais ou de reposição hormonal durante a menopausa, são alguns dos fatores que explicam a maior incidência em mulheres que em homens.

Se você apresenta um desses sintomas ou predisposição genética a doenças vasculares, a indicação é fazer um controle anual com um angiologista, para verificar o estado de saúde e evitar problemas maiores.

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O que são doenças vasculares?

O que são doenças vasculares?

As doenças vasculares são distúrbios ou irregularidades apresentadas no sistema venoso. Além de atingirem o sistema venoso, essas doenças também podem ser causadas por enfermidades nos sistemas linfático e arterial.

A predisposição genética é o principal fator para o aparecimento de tais doenças. Mas outros aspectos podem contribuir para o surgimento delas, como sedentarismo, obesidade, diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e uma dieta rica em gorduras. Um fator de risco importante é o tabagismo, uma vez que a nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos.  

Nas mulheres, algumas outras causas a se considerar são a gravidez, os hormônios liberados durante o ciclo menstrual e o uso de anticoncepcionais ou de reposição hormonal — durante a menopausa. Estes fatores explicam a maior incidência do problema em mulheres em relação aos homens.

Principais doenças vasculares

  • Varizes: estão entre as mais comuns e populares. A principal causa do problema é o surgimento de veias dilatadas e tortuosas. Além da questão estética, as varizes nas pernas causam dor e incômodo durante o dia;
  • Trombose venosa profunda (TVP): é caracterizada pela presença de um coágulo dentro de uma veia. Pode ser superficial, quando o coágulo está em uma veia no subcutâneo (embaixo da pele), ou profunda, quando a veia acometida está no meio dos músculos das pernas ou dentro da barriga;
  • Pé diabético: um dos principais efeitos da diabetes é o estreitamento das artérias. O pé diabético é caracterizado por lesões nas extremidades dos pés, como feridas nos dedos;
  • Doença arterial obstrutiva periférica: ocorre devido ao estreitamento ou à obstrução dos vasos sanguíneos arteriais e é mais comum nos membros inferiores;
  • Aneurisma: é uma das doenças vasculares mais comuns. Acontece por causa da dilatação de vasos que fazem parte do sistema vascular e é caracterizado por um aumento localizado do diâmetro do vaso, acima de 50% além do normal.

Sintomas mais comuns

Essas doenças costumam apresentar alguns sintomas logo quando começam a se manifestar. Os principais são:

  1. inchaço nas pernas – é sinal de que a circulação sanguínea não está trabalhando corretamente;
  2. dores agudas nas pernas – são mais comuns à noite e indicam que o fluxo arterial pode estar comprometido;
  3. veias tortuosas – aquelas visíveis na pele, com uma coloração vinhosa, verde ou irregular, em linha irregular;
  4. erupções na pele – pequenos machucados que se tornam difíceis de se cicatrizarem ou que surgem sem razão aparente;
  5. cansaço nas pernas – quando as pernas apresentam sensação de “peso”, é sinal de que algo não vai bem;
  6. cãibras;
  7. insensibilidade em algumas regiões das pernas;
  8. formigamento constante;
  9. pernas ou pés frios, diferentes da temperatura do corpo.

O tratamento dependerá do tipo de patologia e do histórico do paciente. Em muitos casos, uma mudança no hábito de vida pode ajudar a amenizar as doenças vasculares.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos