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Pés inchados: o que pode ser?

Pés inchados: o que pode ser?

Eles nos carregam, são meio de transporte e suportam todo o peso do corpo. Os pés são membros de suma importância para o corpo humano. Entretanto, eles podem passar despercebidos e sem a atenção que deveriam ter. Assim como no resto do corpo, quando há algo errado, o organismo emite sinais, inclusive, por meio dos pés. O que acontece é que, muitas vezes, não damos importância a este fato e, com isso, podemos ignorar o que o nosso corpo está querendo dizer.

Vários sinais podem ser sintomas de que problemas mais sérios estão acontecendo no organismo. Dentre eles estão os pés inchados.

Pés inchados: o que pode ser?

Má circulação

Esta causa é, geralmente, a mais comum de inchaço nos membros inferiores. Embora não cause dor, a má circulação deixa as pernas e os pés pesados, uma vez que possui líquido concentrado na região. Isso acontece porque fatores, como idade e gestação, prejudicam o funcionamento das veias, fazendo com que elas não consigam impulsionar o sangue de volta para a parte superior do corpo.

Insuficiência cardíaca

Nesta patologia, o coração não consegue realizar o bombeamento do sangue de forma adequada. Com isso, o fluxo sanguíneo fica prejudicado, deixando o sangue se acumular. Por uma questão de gravidade, o sintoma do inchaço pode ser mais percebido nos membros inferiores, apesar de estar presente em todo o corpo.

Trombose

A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo se forma em uma ou mais veias. Uma série de fatores pode desencadear o desenvolvimento de um coágulo. Entre eles estão a má circulação e o baixo fluxo sanguíneo. Por isso, se o inchaço ocorrer de forma repentina e estiver acompanhado de dor e vermelhidão, deve-se procurar ajuda médica com urgência.

Flebite

O inchaço é um dos sintomas de flebite, processo inflamatório que acomete a parede interna de uma veia superficial do corpo. Caso o tratamento não seja realizado a tempo, é comum o surgimento de coágulos e, como consequência, a trombose. Essa patologia é mais comum em pessoas que possuem varizes ou que são fumantes. Além do inchaço, a flebite provoca, também, vermelhidão, dor, sensação de ardor e calor no trajeto da veia inflamada.

Problemas renais 

Problemas nos rins também podem fazer com que os pés fiquem inchados. Portanto, é preciso prestar atenção se este sintoma está acompanhado de outros, como a diminuição da urina, fraqueza, náuseas e perda de peso.

O que mais pode causar inchaço nos pés?

Além desses fatores, os pés podem apresentar inchaço devido a:

  • efeito colateral de algum medicamento;
  • gestação;
  • cirrose hepática;
  • ciclo menstrual;
  • ficar muito tempo assentado;
  • alergias.

Como aliviar o inchaço nos pés?

Para diminuir o inchaço nos pés, algumas medidas simples podem ser realizadas:

  • elevar as pernas;
  • usar meias elásticas;
  • diminuir o consumo de sal;
  • evitar alimentos industrializados;
  • movimentar pernas e pés;
  • ingerir a quantidade adequada de água.

Entretanto, é importante lembrar que, tais medidas solucionam o desinchaço apenas quando o edema não se deriva de uma patologia. Portanto, se os pés inchados estiverem nesta condição com frequência, é preciso buscar auxílio médico. Dessa maneira, é possível investigar o motivo que está causando tal sintoma.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

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Inchaço nas pernas: quais são as causas?

Inchaço nas pernas: quais são as causas?

O inchaço nas pernas é indício de que algo não está funcionando como deveria. Ele pode ser provocado por diversos fatores, como maus hábitos de vida, calor ou ser sintoma de algum problema de saúde. Por isso, ao notar que as pernas apresentam inchaço com frequência, é preciso buscar ajuda médica para investigar o que está ocasionando o acúmulo de líquido. Conheça algumas causas de inchaço nas pernas, a seguir.

Causas do inchaço nas pernas

Acúmulo de líquido

Conhecido também como edema, o inchaço é constituído por uma solução aquosa de sais e proteínas do plasma e surge quando há um desequilíbrio da quantidade de sangue, que desce para a perna com aquele sangue que volta para o restante do corpo.

Calor

Uma das causas do acúmulo de líquido nas pernas é o calor. Em temperaturas quentes os vasos se dilatam, favorecendo a migração dos líquidos que estão dentro do vaso para fora dele.

Ficar muito tempo assentado

Seja por causa do trabalho ou devido a uma viagem longa: ficar com as pernas paradas durante muito tempo provoca inchaço. Isso acontece porque o sangue fica acumulado na parte inferior do corpo. Por estar sem movimentação, ele encontra dificuldade para subir. Além disso, o sangue parado pode coagular, gerando a trombose e, ao se soltar, pode provocar a embolia pulmonar, que pode ser fatal. Para evitar que isso aconteça, é recomendável levantar-se de tempos em tempos e, sempre que possível, fazer movimentações com os pés e com a panturrilha.

Trombose

Perna inchada pode ser indício de trombose, ainda mais se o edema surgir repentinamente e for acompanhado de dor. Neste caso, o inchaço acontece porque o coágulo bloqueia o fluxo de sangue.

Varizes

Pessoas que possuem varizes podem apresentar inchaço nas pernas. Esse tipo de veia não funciona corretamente. Isso faz com que o sangue não faça o movimento de retorno para o coração como deveria.

Doenças cardíacas

Problemas cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca, também deixam as pernas inchadas. Isso acontece porque o sangue fica acumulado, já que o coração não faz o bombeamento da forma adequada. Apesar do inchaço ocorrer no corpo inteiro, ele é percebido mais nas pernas devido à gravidade.

Flebite

O inchaço é um dos sintomas de flebite, processo inflamatório que acomete a parede interna de uma veia superficial do corpo, principalmente nas pernas. Caso o tratamento não seja realizado à tempo, é comum o surgimento de coágulos e, como consequência, a trombose. Essa patologia é mais comum em pessoas que possuem varizes ou que são fumantes. Além do inchaço, a flebite provoca, também, vermelhidão, dor, sensação de ardor e calor no trajeto da veia inflamada.

Uso de medicamentos

O uso de alguns tipos de medicamentos, como antialérgicos, anti-inflamatórios e medicamentos utilizados no tratamento de diabetes e pressão alta, também podem provocar o acúmulo de líquido não só nas pernas, como em todo o corpo.

A tensão pré-menstrual, anticoncepcionais, gestação, ingestão de pouco líquido, consumo excessivo de sal e sobrepeso também podem fazer com que as pernas fiquem inchadas.

O inchaço nas pernas não pode ser ignorado, principalmente se ele ocorre com periodicidade ou se é duradouro. Outro fator importante é observar se o edema acomete apenas um ou os dois membros. Procure um médico e investigue o motivo das pernas inchadas!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

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Quando usar meia elástica?

Quando usar meia elástica?

A meia elástica, ou meia de compressão, pode reduzir a aparência e os sintomas dolorosos associados às varizes. O problema circulatório ocorre quando o sangue se acumula atrás das pequenas válvulas nas veias, ao invés de fluir de volta para o coração. As varizes são mais comuns nas pernas e nos pés, porque o sangue que retorna ao coração tem um caminho mais longo a ser percorrido.

Os médicos geralmente recomendam meias para melhorar a circulação, impedir que as varizes piorem e reduzir a dor ou o desconforto. O ideal é usá-las pelo maior tempo possível, ao acordar até a hora de dormir.

As meias de compressão são tradicionalmente usadas para melhorar a circulação. Pesquisas mostram que os soldados romanos frequentemente envolviam suas pernas em tiras de couro para melhorar a circulação durante longas marchas. 

Atualmente, porém, as meias de compressão modernas são mais sofisticadas e projetadas para fornecer pressão consistente para as pernas, ajudando o sangue a fluir de volta para o coração. A ferramento exerce mais pressão perto dos tornozelos e dos pés, proporcionando um aperto extra que promove o fluxo sanguíneo.

Estudos sugerem que as meias de compressão podem melhorar alguns sintomas das varizes, mas poucas evidências sustentam a ideia de que elas, sozinhas, sejam capazes de eliminar o distúrbio circulatório. Além disso, diferentes tipos de meias exercem diferentes quantidades de pressão.

Existem algumas contraindicações para o uso das meias elásticas. Elas não devem ser utilizadas por pacientes com problemas nas artérias e disfunções cardíacas. Outras contraindicações são doenças, como o diabetes, microangiopatias, entre outras condições. 

Como é preciso ter cuidado, consultar o médico antes de começar a utilizá-las é sempre a escolha mais adequada. Ele saberá definir, além do tipo, qual comprimento de meia é o melhor para o tratamento, como as meias 3/4, 7/8, tradicional ou a antitrombo, para fim específico de prevenção da trombose. 

A meia antitrombo cobre os pés, a batata da perna e, também, pode cobrir as coxas. O comprimento da 3/4 é até dois dedos abaixo do joelho. A 7/8 vai até o meio da coxa e a tradicional possui o estilo meia-calça, que todos conhecem (dos pés até o umbigo).

Tão importante quanto o tipo e o comprimento é o tecido utilizado, o aspecto estético e a durabilidade. A quantidade certa de pressão e o tipo certo de meia depende do número, do tipo e da causa subjacente das veias varicosas do paciente.

Como usar a meia elástica?

É extremamente importante colocar as meias de compressão pela manhã, antes de abaixar as pernas e sair da cama. Dormir em posição horizontal faz com que as válvulas de suas veias funcionem de forma mais eficaz do que quando sentado ou em pé. Na posição vertical, a gravidade entra em ação e o fluxo sanguíneo fica comprometido, devido às válvulas danificadas. 

É por isso que os tornozelos e as panturrilhas ficam normais pela manhã e ficam inchados e pesados ​​à medida que o dia passa. Colocar meias de compressão pela manhã manterá as válvulas na posição correta, para apoiar a circulação sanguínea normal em suas pernas durante o dia.

Se você já desenvolveu uma condição relacionada às varizes, as meias de compressão podem ajudar a aliviar sintomas como:

  • tornozelos inchados;
  • pernas pesadas ou doloridas;
  • fadiga e dor;
  • pernas inquietas;
  • cãibras noturnas.

Quer saber mais sobre meia elástica? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro!

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Tipos de tratamento para as varizes

Tipos de tratamento para as varizes

Varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele. Dependendo da fase em que se encontram, podem ser de pequeno, médio ou grande calibre. As veias mais acometidas são as dos membros inferiores: pés, pernas e coxas. O tratamento mais utilizado para eliminar o problema circulatório é a aplicação de varizes.

Algumas pessoas apresentam minúsculas ramificações, de coloração avermelhada, que costumam não apresentar sintomas e provocam apenas desconforto estético.

Para diagnosticar as varizes, o médico faz um exame físico, observando as pernas enquanto o paciente está de pé, para identificar possíveis inchaços. O médico também pode pedir para o paciente descrever qualquer dor nas pernas, além de solicitar, caso necessário, um exame de ultrassom. O exame verifica se as veias estão funcionando normalmente ou se há evidência de coágulos sanguíneos. 

Nesse teste não invasivo, um técnico aproxima um pequeno dispositivo portátil (transdutor), aproximadamente do tamanho de uma barra de sabão, contra a pele, sobre a área do corpo que está sendo examinada. O transdutor transmite as imagens das veias das pernas para um monitor, para que um técnico e, posteriormente, o médico possa avaliá-las.

Felizmente, o tratamento geralmente não significa uma internação hospitalar ou uma recuperação longa e desconfortável. Graças a procedimentos menos invasivos, as varizes geralmente podem ser tratadas em nível ambulatorial. No caso das aplicações, não existe quantidade certa. O ideal é consultar um cirurgião vascular para saber sobre as recomendações mais adequadas para cada caso.

Conheça outras formas de cuidar das varizes:

Cuidados pessoais

Existem algumas medidas de autocuidado que o paciente com varizes pode tomar para diminuir o desconforto. Essas ações ajudam a prevenir ou retardar o desenvolvimento de varizes. Fazer exercícios, perder peso, não usar roupas apertadas, elevar as pernas e evitar longos períodos em pé ou sentado – tudo isso pode aliviar a dor e evitar que as varizes se agravem.

  • Mexa-se – andar a pé é uma ótima maneira de estimular a circulação sanguínea nas pernas. O médico pode recomendar um nível adequado de atividade para cada caso.
  • Dieta – o excesso de quilos aumenta a pressão desnecessária sobre as veias. Uma boa escolha dos alimentos também pode ajudar, então, siga uma dieta com pouco sal para evitar o inchaço causado pela retenção de água.
  • O que se veste – evite saltos altos. Sapatos de salto baixo “trabalham” mais os músculos da panturrilha, o que é melhor para suas veias. Não use roupas apertadas em torno da cintura, pernas ou virilha, pois elas podem reduzir o fluxo sanguíneo.

Meias de compressão para varizes

Usar meias de compressão durante todo o dia costuma ser a primeira abordagem terapêutica, antes da aplicação de tratamentos invasivos. Elas pressionam as pernas, ajudando as veias e os músculos na movimentação do sangue com mais eficiência. O nível de compactação varia por tipo e marca. O médico pode indicar o melhor para cada caso. 

Eleve as pernas

Para melhorar a circulação nas pernas, faça várias pausas curtas diariamente para elevar as pernas acima do nível do coração. Nesses momentos, você pode deitar-se com as pernas apoiadas em três ou quatro travesseiros. Evite longos períodos sentado ou de pé. Faça questão de mudar sua posição com frequência para estimular o fluxo sanguíneo.

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Tipos de tratamentos para varizes

Tipos de tratamentos para varizes

As varizes não oferecem risco de vida ao paciente, mas podem causar dor, desconforto e baixa autoestima. Com a evolução da medicina, surgiram diversos novos tipos de tratamento para as varizes que acabam com todas essas dificuldades.

Com o objetivo de trazer informação de qualidade para você, conheça agora os principais tipos de tratamentos para este distúrbio.

O que são varizes?

Varizes são veias superficiais que, por anomalia, estão dilatadas, caracterizando uma disfunção no sistema circulatório. Essas veias, geralmente, se apresentam na cor azul e, com a dilatação, fazem um traçado com muitas curvas na região afetada.

As veias das pernas direcionam o sangue do corpo de volta para o coração e pulmões. Para isso, elas possuem válvulas que conduzem o fluxo sanguíneo. Quando há o desgaste das válvulas, parte do sangue escapa, aumentando a pressão e causando a deformação das veias. 

As mulheres são os principais alvos desse distúrbio. As queixas mais comuns de pessoas com este problema circulatório são cansaço, sensação de dor, queimação ou inchaço das pernas.

Qual a diferença entre varizes e vasinhos?

A principal diferença entre varizes e vasinhos está no tamanho. Enquanto os vasinhos possuem, no máximo, um milímetro de diâmetro e aparecem nas camadas da pele, as varizes estão localizadas embaixo das pernas e têm mais de um milímetro de diâmetro.

Como são os tratamentos para varizes?

Como esta é uma anomalia que, na maior parte dos casos, não oferece grandes riscos aos pacientes, os tratamentos geralmente são realizados com o objetivo de melhorar a aparência estética da região afetada. 

Contudo, existem situações em que há a evolução do problema, formando feridas, causando inchaço e dor. Além disso, as varizes estão diretamente ligadas ao desenvolvimento de trombose. Pacientes que já sofreram de trombose profunda podem apresentar uma sobrecarga nas veias. Os principais tratamentos para varizes são:

Escleroterapia

O foco deste procedimento é eliminar ou diminuir o tamanho das veias. Atualmente, existem três tipos:

  • Escleroterapia com espuma – consiste na injeção de pequenas quantidades de espuma de polidocanol nas veias afetadas. O produto causa uma inflamação na parede do vaso sanguíneo, causando o seu fechamento e impedindo a circulação do sangue. Com a ausência do sangue, o vaso perde a cor e fica invisível. Esse procedimento é indicado para varizes de até quatro milímetros;
  • Escleroterapia com glicose – o funcionamento é o mesmo da espuma, causando reação inflamatória nos vasos. Porém, a glicose é melhor aceita pelo organismo, com poucas contraindicações. Só deve ser evitada por diabéticos;
  • Escleroterapia a laser – esse método funciona com a aplicação de um laser que aquece o vaso doente, inflamando-o, unindo as paredes e causando o seu fechamento. Indicado para veias de menor calibre.

Radiofrequência

Tratamento indicado para vasos mais grossos. A radiofrequência consiste na inserção de uma fibra ótica dentro do vaso. Essa fibra é energizada e queima o vaso por dentro. Para obter um bom resultado, o paciente só precisa realizar o procedimento uma única vez.

Cirurgia

O procedimento cirúrgico é recomendado apenas para casos mais graves e em veias mais grossas. Pode ser realizado por endolaser ou no formato tradicional. A cirurgia com endolaser é realizada através da introdução de uma sonda na veia afetada. Essa sonda dispara uma energia luminosa que cauteriza o vaso. 

O método tradicional é destinado à retirada definitiva do vaso. O cirurgião realiza duas incisões, no tornozelo e na virilha, e, com o uso de um fleboextrator, retira a veia da perna. A recuperação desse procedimento é um pouco mais longo, em torno de 15 dias.

Uma vez que o tratamento é realizado, dificilmente as varizes retornam. Para que os resultados sejam potencializados, o paciente precisa adotar bons hábitos de vida, tais como melhorar a alimentação, buscar o emagrecimento, evitar o uso de roupas apertadas, praticar exercícios físicos e não permanecer de pé ou sentado por longos períodos.

Está buscando alternativas de tratamentos para varizes? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como angiologista e cirurgião vascular no Rio de Janeiro

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4 cuidados que você deve tomar após a aplicação de varizes

4 cuidados que você deve tomar após a aplicação de varizes

A aplicação de varizes, chamada de escleroterapia, é uma das melhores formas de eliminar este distúrbio do sistema circulatório. Porém, assim como em todo procedimento invasivo, existem cuidados que você precisa tomar. 

Sabe quais são? Aproveite e conheça agora um pouco mais sobre as precauções indicadas após a escleroterapia.

O que é aplicação de varizes?

A aplicação de varizes é um tratamento utilizado para eliminar os vasos doentes, que não exercem mais a função de levar o sangue de volta ao coração. Essa técnica é realizada principalmente nos membros inferiores, porém, em alguns casos, pode ser aplicada em outras regiões.

Existem diferentes tipos de escleroterapia, que variam conforme a gravidade do problema e da substância aplicada, como:

  • espuma: quando há a injeção de polidocanol diretamente nas veias;
  • glicose: quando é injetada a glicose dentro das varizes;
  • laser: quando um laser é utilizado para aquecer o vaso doente. 

Independente do tipo escolhido, o processo consiste em inflamar as varizes, fazendo com que elas sejam eliminadas.

Preciso tomar alguns cuidados após o procedimento?

A aplicação exige alguns cuidados extras antes e após a realização do procedimento. Antes de fazer a aplicação, o angiologista, ou cirurgião vascular, fará uma avaliação do seu quadro para informar quais os riscos e os possíveis resultados do tratamento.

Além disso, o profissional precisa analisar a anatomia da região onde estão as varizes e as condições físicas do paciente. Após a definição do método a ser utilizado, o paciente será informado sobre o tempo de duração aproximado e o nível de dor que poderá sentir.

A etapa mais importante é o momento após o término da sessão, pois a adoção de alguns cuidados irá influenciar na eficiência do tratamento. Existem 4 principais recomendações, que são:

1# Utilizar meias elásticas de compressão

Esta é uma indicação que não é uma unanimidade entre os angiologistas. Após a escleroterapia, o uso das meias de compressão auxiliam na circulação sanguínea e favorecem o paciente com doença varicosa.

2# Aplicar cremes hidratantes

A utilização de cremes é recomendada para tratar as equimoses, pequenas manchas roxas que aparecem na região onde foi feita a escleroterapia.

3# Evitar o banho de sol

Mais um cuidado que costuma variar de acordo com o posicionamento do médico responsável. Para alguns não há problemas na exposição ao sol, já para outros o sol deve ser evitado até o completo desaparecimento dos sinais da aplicação e após a cicatrização da área. Caso o paciente precise se expor ao sol, o uso de protetor solar é obrigatório.

4# Não praticar exercícios físicos

A prática de exercícios físicos de baixo impacto pode ser permitida após 24 horas da sessão de aplicação. Porém, se o paciente realiza atividades de alto rendimento deve comunicar ao seu médico para que o caso seja analisado.

Existem outros cuidados que, geralmente, são citados pelos médicos. Procure um angiologista especialista em aplicação de varizes para conhecer mais profundamente o assunto. 

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O que é escleroterapia?

O que é escleroterapia?

As varizes são um dos problemas estéticos que mais incomodam as mulheres. Com coloração azulada ou avermelhada, elas surgem nos membros inferiores e, em alguns casos, podem causar dor e incômodo. Felizmente, existem tratamentos para a alteração nas veias, como a escleroterapia. 

Já existem no mercado tratamentos não invasivos que ajudam a diminuir ou mesmo acabar com as varizes.

Escleroterapia

Entre os principais tratamentos para as varizes está a escleroterapia, uma técnica não cirúrgica que consiste na aplicação de uma substância esclerosante dentro da veia dilatada, criando uma ação inflamatória, que provocará o desaparecimento dos vasinhos e uma melhora no aspecto estético.

O procedimento pode ser realizado de três formas, que irá variar de acordo com o tipo de esclerosante utilizado: líquido, espuma ou laser.

Escleroterapia com líquido

Neste procedimento, o médico fará a aplicação de uma injeção com o esclerosante líquido diretamente na veia da pessoa. Após a sua inserção, a substância causará irritação e inflamação no vaso, resultando em cicatrizes que acabam por fechá-lo.

Escleroterapia com espuma

Mais usado em varizes grossas, este procedimento consiste na injeção de uma pequena quantidade de espuma de dióxido de carbono na veia dilatada. Sua aplicação promove uma irritação na variz, fazendo com que desenvolva cicatrizes e melhore o aspecto na pele.

Escleroterapia a laser

Utilizada para eliminar os vasinhos do rosto, tronco e pernas, a escleroterapia a laser é utilizada em associação com a escleroterapia líquida ou espuma. Ao contrário das técnicas anteriores, que utilizam uma substância, a escleroterapia com laser promove um aumento da temperatura do vaso, causará causar sua destruição. Esse procedimento não é recomendado para pessoas de pele negra ou muito bronzeadas.

O número de sessões de escleroterapia dependerá de cada caso. Após o tratamento, a veia tratada tende a desaparecer ao longo de algumas semanas e, por isso, pode ser preciso até um mês para observar o resultado final. 

Como qualquer procedimento estético, a escleroterapia tem efeitos colaterais que incluem sensação de queimação no local imediatamente após a injeção; formação de pequenas bolhas no local; manchas escuras na pele; hematomas, que surgem quando as veias são muito frágeis e tendem a desaparecer espontaneamente; inchaço e reações alérgicas à substância usada no tratamento.

Apesar de o tratamento ser eficaz, a escleroterapia, não impede a formação de novas varizes, Por isso, se não existirem cuidados gerais e prevenção, outras varizes poderão aparecer.

Cuidados após a escleroterapia

Os cuidados após a realização da escleroterapia devem ser indicados pelo médico, de acordo com o quadro do indivíduo e dos resultados alcançados com o procedimento. Na maioria dos casos, é recomendado o uso de faixa ou meia elástica por algumas horas ou dias após o procedimento.

Nas primeiras semanas não é indicado realizar atividades com muito impacto e recomenda-se o uso de creme para amenizar as manchas roxas que possam aparecer. As atividades físicas podem ser retomadas após duas semanas da realização do procedimento.

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Os principais fatores risco para varizes

Os principais fatores risco para varizes

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial tem varizes, sendo 70% mulheres e 30% homens. As varizes são veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele. Elas podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre. Quando não tratadas de forma adequada, as varizes podem progredir e desenvolver outras complicações, como inflamação da pele, dermatite, trombose, hemorragia e úlcera.

As veias das pernas são responsáveis por levar o sangue que circula no corpo de volta ao coração e, em seguida, para os pulmões. Para que esse processo ocorra, há pequenas válvulas nas veias, que regulam o direcionamento do fluxo sanguíneo. Elas se abrem para o sangue subir e se fecham para impedir que desça, quando a pessoa fica em pé. Porém, devido à alguns problemas de circulação, essas válvulas se desgastam e deixam que parte do sangue escape e volte ao coração. Com isso, a pressão nas veias das pernas aumenta e elas se dilatam e deformam.

A principal causa do surgimento das varizes é a predisposição genética. Porém, alguns fatores podem contribuir para o seu aparecimento. Veja, abaixo, as causas para o aparecimento das varizes.

Causas das varizes

Obesidade

Além de gerar outras doenças, o excesso de peso provoca uma pressão sobre as veias, o que dificulta o retorno do sangue ao coração. A sobrecarga é sentida pelos vasos, que, aos poucos, perdem a elasticidade e se dilatam.

Tabagismo

A nicotina e outras substâncias contidas no cigarro danificam as paredes dos vasos, tornando-as menos elásticas e mais propensas à dilatação. A chance de uma pessoa que fuma desenvolver doenças vasculares é muito maior em comparação à chance de uma não fumante.

Gravidez

Os hormônios da gravidez e o aumento do peso são um dos principais desencadeadores das varizes. Em alguns casos, as varizes desaparecem depois do parto.

Sedentarismo

A falta de exercício físico dificulta o retorno do sangue ao coração, uma vez que o movimento dos músculos da perna e a ação da musculação ajudam a bombear o sangue de volta ao coração.

Pílulas anticoncepcionais

Os hormônios contidos nas pílulas anticoncepcionais dificultam a circulação dentro dos vasos, o que resulta no aparecimento das varizes.

Permanecer muito tempo na mesma posição

Permanecer muito tempo em pé ou sentado aumenta a pressão da gravidade sobre as veias das pernas, que passam a ter maior dificuldade para bombear o sangue dos membros para o coração, favorecendo o surgimento de varizes. 

Sexo

As mulheres são mais propensas a desenvolver varizes do que os homens. Fatores hormonais da gestação, menstruação e menopausa têm relação direta com a dilatação das veias.

Indivíduos que apresentam predisposição genética ou ligação com alguns dos fatores de risco devem buscar ajuda médica. Além disso, é preciso se prevenir com a prática de exercícios físicos de forma regular, alimentação saudável, não fumar e outras medidas. Quando não são suficientes, o médico poderá indicar um ou mais tratamentos combinados. Entre eles a cirurgia, laser e outros.

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6 dicas para prevenir varizes

6 dicas para prevenir varizes

Conhecidas pelo seu aspecto estético, as varizes são veias tortuosas, dilatadas e insuficientes, que afetam, principalmente, as mulheres. Apesar de seu aparecimento estar diretamente ligado à genética, alguns fatores podem ajudar a prevenir o seu surgimento.

As principais dicas para prevenir as varizes

1.   Evitar ficar longos períodos na mesma posição

Permanecer muito tempo em pé ou sentado aumenta a pressão da gravidade sobre as veias das pernas, que passam a ter maior dificuldade para bombear o sangue dos membros para o coração, favorecendo o surgimento de varizes.

2.   Manter o peso adequado

Os quilos extras aumentam a pressão sobre os membros inferiores e sobrecarregam o sistema circulatório como um todo, tornando os vasos mais frágeis, intensificando o trabalho do coração para levar sangue oxigenado para todo o corpo.

3.   Parar de fumar

As substâncias contidas no cigarro, como a nicotina, aumentam a viscosidade sanguínea. Com isso, o bombeamento do sangue se torna mais difícil, e o mesmo tende a se acumular nas veias das pernas, provocando as varizes.

4.   Atentar aos anticoncepcionais

Eles contêm estrogênio ou progesterona, hormônios femininos que dilatam as veias e, por isso, dificultam fluxo sanguíneo das pernas para o coração. Se você tem predisposição genética para varizes, converse com o seu médico e encontre um método contraceptivo mais adequado para o seu caso.

5.   Praticar atividade física

Além de prevenir várias doenças, a atividade física fortalece a musculatura da panturrilha e estimula a contração dos membros inferiores. Com isso, o sangue consegue voltar com mais facilidade para o coração, evitando o seu acúmulo e, consequentemente, a formação de varizes.

6.   Usar meias de compressão

O uso das meias de compressão ajuda a reduzir a pressão da gravidade sobre as veias dos membros inferiores, favorecendo o retorno do sangue ao coração e melhorando a circulação no interior dos vasos sanguíneos. Mas, atenção! É preciso consultar um médico antes de utilizá-las, já que cada pessoa necessita de tipo e tamanho da meia diferentes.

Existem outros fatores desencadeadores das varizes que não podem ser prevenidos, mas amenizados se tratados com antecedência:

1·   Gravidez: devido às alterações hormonais, aumento de peso e crescimento do útero, muitas mulheres sofrem com as varizes na gravidez. Por isso pessoas com predisposição genética devem estar atentas ao peso durante a gestação, praticar atividade física compatível com o período e usar meias elásticas para gestantes.

2·   Idade: a idade é um fator muito importante no surgimento das varizes, uma vez que as paredes das veias ficam mais fracas e com tendência a dilatar com mais facilidade. Por isso, cultive bons hábitos de vida desde cedo, como não fumar, manter o peso equilibrado, praticar atividade física e, sobretudo, pensar na saúde para ter uma vida longa e saudável.

3·   Sexo: as mulheres têm mais predisposição a desenvolver varizes. Nesse caso, assim como a idade, o ideal é investir em bons hábitos de vida.

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A diferença entre microvarizes e vasinhos

A diferença entre microvarizes e vasinhos

É muito comum, principalmente nas mulheres, o surgimento de veias tortuosas, mais grossas e com aspecto azulado. A primeira impressão é de que são varizes, porém, elas também podem ser vasinhos ou microvarizes.

A diferença entre varizes, microvarizes e vasinhos está, basicamente, na dimensão da veia afetada. Os vasinhos são os vasos cutâneos visíveis, que medem de 0,1 a 1 mm de diâmetro. Normalmente, se apresentam como linhas fracamente vermelhas, até um aspecto roxo e elevado, como cachos de uva.

As microvarizes são pequenos vasos dilatados, tortuosos, com coloração de aspecto azulado ou esverdeado. Têm dimensão entre 2 e 5 mm e são muito frequentes na face posterior do joelho e lateral da coxa e perna. Aparecem também na parte de dentro do joelho e coxa e, às vezes, na frente do osso da perna.

Por fim, as varizes são as veias dilatadas, alongadas e tortuosas, mais notadas por serem elevadas em relação à superfície da pele. Podem ser de pequeno, médio ou de grande calibre. Apesar de serem superficiais, são um pouco mais profundas que os vasinhos, mantendo as mesmas características de tortuosidade e coloração, porém com possibilidade de serem sentidas ao toque. Normalmente, afetam as pernas e pés, mas podem acometer qualquer veia.

Como surgem as microvarizes e vasinhos?

A causa mais comum do aparecimento das microvarizes, vasinhos e varizes é a influência genética, uma vez que existe forte predisposição familiar. Outros fatores de risco podem influenciar no seu aparecimento, como a gravidez, ser do sexo feminino, idade avançada, excesso de peso e obesidade, sedentarismo, passar muito tempo em pé ou sentada, histórico de trombose venosa profunda e algumas condições que aumentam a pressão no abdômen (doenças no fígado, líquido no abdômen ou insuficiência cardíaca).

Infelizmente, por ser uma questão genética, nem sempre é possível evitar, mas podemos prevenir e retardar o seu aparecimento. A principal prevenção é a adoção de hábitos saudáveis, como praticar exercícios físicos de forma regular, alimentação saudável, não fumar e outras medidas. Quando não são suficientes, o médico poderá indicar um ou mais tratamentos combinados.

Além dos cuidados diários, o tratamento pode ser feito com diversas técnicas, como laser, espuma, glicose ou, nos casos mais graves, cirurgia. Meias de compressão também podem ser usadas para o controle das micro varizes e vasinhos. Elas fazem uma compressão mais forte no tornozelo, que vai diminuindo em direção à coxa, ajudando a direcionar o retorno do sangue venoso de volta ao coração.

O melhor tratamento dependerá do grau das veias e da condição da pessoa. Por isso, é importante procurar a ajuda de um profissional que, após o diagnóstico, indicará o melhor tratamento e as mudanças de hábito necessárias.

 

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Posted by Dr. Davi Cazarim in Todos